quinta-feira, 20 de setembro de 2012


MMA - Mixed Martial Arts

     Na história moderna das artes marciais, a década de 1990 será lembrada como a década da revolução. A revolução a que nos referimos é o advento na cena das artes marciais de um novo tipo de esporte de combate que capturou muito atenção popular e alterou os métodos de treinamento, filosofias e perspectivas de milhares de artistas marciais de todo o mundo.
     Muitos nomes têm sido usados para batizar este novo esporte de combate-Valetudo, o Ultimate Fighting, No Holds Barred Combate Shootfighting, etc, mas o mais adequado é, talvez, Mixed Martial Arts, uma vez que estas competições foram projetadas para testar os pontos fortes e fracos de diferentes estilos em um conjunto de regras muito permissivas que não favorece nenhuma arte particular.
Videogames e filmes tinham jogado com a idéia de torneios abertos para todos os estilos de artes marciais por um tempo. No Brasil, as competições tiveram Valetudo vem ocorrendo há uma boa parte do século XX.
     Na Grécia antiga, Pankration, um antepassado de Mixed Martial Arts que permitiram kickboxing, lances groundfighting, e submissões (ou seja, engasga e aproveita), costumava ser um evento principal dos Jogos Olímpicos (Poliakoff,1987;Vale,2001).
     O MMA é definido como uma modalidade de luta onde os praticantes não precisam seguir um estilo específico de arte marcial. Vem daí o nome “técnico” do esporte: Mixed Martial Arts (Artes Marciais Misturadas).
     O esporte possibilita ao praticante utilizar qualquer golpe ou técnica das mais diferentes artes marciais como o boxe, jiu-jítsu, karatê, judô, muaythai, entre outras. O bom lutador é aquele que domina boa parte dos principais golpes de uma grande variedade de artes marciais e sabe aplicá-los no momento certo.
Ao contrário do que todo mundo acha, não “vale tudo” no MMA. O esporte vem evoluindo e profissionalizando-se de tal maneira que as regras estão cada vez mais rígidas. O intuito de toda esta evolução é preservar cada vez mais a integridade física do atleta. Os praticantes estão cada vez mais técnicos e preparados.
     A prática do MMA passa antes de tudo por muito treino em alguma arte marcial específica. Normalmente, um bom lutador de MMA já se destacou em alguma arte marcial. As academias ficam de olho nos talentos específicos de cada lutador e o encaminham para o treino de MMA quando ele está pronto para isso.
     O MMA é hoje um esporte de alta performance, além de ser um verdadeiro show de entretenimento.
No Brasil o jiu jitsu junto com o judô foi introduzido devido a grande imigração de japoneses e teve como difundir o Conde Koma (conhecido como Mitsuyo Maeda ou Eisei Maeda) por volta de 1914. O conde Koma também foi responsável pela disseminação do judô e do jiu-jitsu na América latina. Foi neste período que o Conde teve como alunos alguns integrantes da família Gracie, onde após a sua morte deram sequencia no seu trabalho, adaptando e tornando o conhecido jiu jitsu brasileiro.
     Para provar a superioridade da luta criada por eles, os Gracie tiveram a ideia de um evento que colocasse frente a frente lutadores especialistas nas mais variadas artes marciais. Com isso, tivemos especialistas em karate, judô, sumo, wrestling, kickboxe, sambo e etc., tudo para mostrar que sua arte era superior. Os Gracie colocaram seu menor lutador para o torneio e ele foi o campeão. Com o tempo os outros lutadores foram aprimorando sua técnica e se atualizando em mais de uma área, não apenas em sua formação inicial, e com isso o UFC virou realmente um esporte de MMA, e não uma disputa entre artes marciais.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Aulas Práticas de Capoeira

            Para começar á desenvolver a prática da capoeira, a professora iniciou com um aquecimento.
1ª Aula Prática - Capitão do Mato
            A professora escolhe um dos alunos para ser o “capitão do mato”, ele terá como objetivo pegar os demais alunos, porém ele não poderá pegar quem estiver fazendo a ginga da capoeira. O aluno que for pego e não estiver fazendo a ginga, fica na posição de cocorinha (já passado em sala de aula) e espera até que outro colega realize a armada sobre o colega pego anteriormente para libera-lo.
Variação: A professora pode definir qualquer golpe para liberar o aluno pego antes pelo “capitão do mato”. Exemplo: Queixada, meia lua.
            Após o aquecimento, a professora iniciou a explicação dos fundamentos da capoeira, seus golpes e suas defesas.
            Para iniciar, como fundamento básico e mais usado na capoeira, a professora ensinou a ginga.
            Para iniciar, faz-se um triângulo (foi usado uma corda) com a base para frente e a ponta do triângulo para trás. Posiciona os pés paralelos a frente do triângulo na direção das pontas da base. Em seguida, o aluno joga a perna para trás em direção da ponta do triângulo e o braço do mesmo lado da perna jogado pra trás eleva á frente do rosto para fazer a proteção do mesmo.
          Logo em seguida a professora fez variações, fazendo a cocorinha (ato de abaixar flexionando os joelhos, apoiando a mão no chão atrás do corpo e elevar a outra a frente do rosto para proteger), fazendo a armada, ensinando os fundamentos da capoeira.


Posição final da cocorinha
            Para terminar a aula a professora ensinou o AU, movimento no qual os capoeiristas fazer durante a luta na roda. Através de um método metodológico para ensinar iniciantes na modalidade, o “CHO-CO-LA-TE”. Quando a professora diz “CHO” os alunos colocam um pé a frente do corpo, no “CO” os alunos posicionam a mão do mesmo lado da perna inicial ao lado da mesma, no “LA” deverá posicionar a outra mão ao lado e pra finalizar o “TE” deve-se jogar a outra perna passando as duas mãos.
2ª Aula Prática
           Para a aula prática seguinte, a professora levou um praticante de capoeira, no qual ele pratica há anos, ele fez um roda facilitando que compreendam e vejam o que ele iria ensinar, após disso ele contou rapidamente sobre a história da capoeira, sobre Mestre BIMBA e os fundamentos, sempre embasando a teoria antes da prática para que os alunos compreendam todo seu histórico e tenham em mente para aprender. Ensinou basicamente todos os fundamentos da capoeira, fazendo um círculo ao final tocando o berimbau e ensinando algumas musicas para que todos tenham um conhecimento prévio. Os alunos jogaram capoeira ficando livremente de fazer qualquer tipo de fundamento da capoeira.
3ª Aula Prática
            A professora convidou o professor Geada do Grupo Capoeira Brasil ( GBC).
            No inicio da aula o professor explicou e demonstrou a meia lua de compasso, logo depois ele falou sobre as variações da meia lua de compasso, exemplo, a meia lua de compasso sem o apoio de uma das mãos e o outro sem o apoio das mãos. Outro golpe variado da meia lua de compasso é o rabo de arraia, que é realizado com a finalização de flexão de joelho quando a perna que esta realizando o golpe  esta em cima.
            Logo depois o professor nos ensinou a rasteirinha, e como gingar na roda, como entrar em uma roda, como sair de uma roda, o respeito que deve se ter na roda com os mais graduados. Também discutiu um pouco sobre a história da capoeira, sua origem, Mestre Bimba e sua metodologia.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

HISTÓRIA DA CAPOEIRA

Raízes Africanas

             A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos (fazendas produtoras de açúcar) do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África faziam muitas danças ao som de músicas.

No Brasil

             Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta.

            Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.

            A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.

           Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro.

Três Estilos da Capoeira

            A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia. O estilo regional caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são rápidos e secos, sendo que as acrobacias não são utilizadas. Já o terceiro tipo de capoeira é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade.


MESTRE BIMBA
A Vida
             Mestre Bimba (Manuel dos Reis Machado) filho de Luiz Cândido Machado e Maria  Martinha do Bonfim,  nasceu no bairro de Engenho Velho, freguesia de brotas, Salvador  Bahia em 23 de novembro de 1900. Recebeu esse apelido devido a uma aposta que sua  mãe fez com a parteira que o " aparou " .  Ao contrário do que a  Mãe achava, a parteira disse que iria nascer um menino, se fosse receberia o apelido de "Bimba" pôr se tratar, na Bahia, de um nome popular do órgão sexual masculino.

A Prática

             Começou a praticar capoeira aos 12 anos de idade na estrada das Boiadas, hoje o Bairro Negro da Liberdade, com o africano Bentinho, capitão da navegação Baiana. Foi estivador durante 14 anos e começou a ensinar capoeira  aos 18 anos de idade no Bairro onde nasceu no "Clube União em Apuros". Até 1918 não existia academias como hoje e treinava-se nas  esquinas, nas portas dos armazéns e até no meio do mato.

O Surgimento Regional
         
             Consideramos ineficaz e muito folclorizada a capoeira da época, devido ao fato de os movimentos eram extremamente disfarçados, mestre Bimba resolveu desenvolver um estilo de capoeira mais eficiente, inspirando-se no antigo "Batuque" (luta na qual seu pai era um grande lutador, considerado até um campeão) e acrescentando a sua própria criatividade, introduziu movimentos que ele julgava necessário para que a capoeira fosse mais  eficaz.  Então em 1928,mestre Bimba criou o que ele denominou "Capoeira Regional Baiana" por  ser esta praticada única e exclusivamente em Salvador.
  
O Reconhecimento da Capoeira no Brasil
     
             A partir da década de 30, com a implantação do Estado Novo, o Brasil atravessou uma fase de grandes transformações políticas e culturais, onde os ideais nacionalistas e de modernização ficaram em evidência. Nesse contexto, surge a oportunidade de Mestre Bimba fazer com que o seu novo estilo de capoeira alcançasse as classes sociais mais privilegiadas.
             Em 1936 fez a 1º apresentação  do trabalho e no  ano seguinte foi  convidado pelo governador da Bahia, o General Juracy Magalhães, para fazer uma apresentação do palácio do governador  onde estavam presentes autoridades e convidados, inclusive o presidente da época que gostou muito da apresentação. Dessa forma a capoeira é reconhecida como “Esporte Nacional" Mestre Bimba foi reconhecido pela Sec. Ed. Ass. Pública ao estado da Bahia como Professor de Educação física e sua academia foi a 1ª no Brasil reconhecida por Lei.

A Diferença

             O que faz com que Mestre Bimba se destacasse do demais capoeiristas de sua época, é que ele foi o  1º  a  desenvolver um sistema de ensino e a ensinar em recinto fechado. Além desse sistema , ele elaborou  técnicas  de  defesa Pessoal até mesmo  contra armas . Mestre Bimba preocupava-se demais com a imagem da  Capoeira, não permitindo  treinar  em sua academia aqueles que não trabalhavam nem estudavam.

A Morte

             Em 1973, Mestre Bimba, por motivos financeiros, deixou a Bahia, sob acusação de que os "Poderes Públicos" Jamais haviam o ajudado. Faleceu em Fevereiro de1974 em Goiânia, vítima de um derrame cerebral.

Antigo Método de Treinamento de Bimba

             Mestre Bimba desenvolveu o 1º método de ensino que vemos a seguir como ele funcionava:
• Exame de Admissão: Dizia-se que em outros tempos, Mestre Bimba aplicava uma "Gravata" no pescoço do indivíduo que quisesse treinar e dizia "Aguenta ai sem chiar", Se aguentasse o tempo que ele mesmo determinava estaria matriculado.

             Mestre Bimba justificava esse critério dizendo que só queria macho em sua academia. Mais tarde mudou os critérios, Submetendo o Candidato a fazer alguns movimentos para que ele pudesse avaliar se o pretendente tinha
condição ou não para praticar a capoeira regional. A próxima fase seria aprender a "Sequência de Ensino".

• O Aprendizado: O aluno nessa fase aprendia o que se chamava "Sequência de Ensino" que eram as oito sequências de movimentos de ataque, esquivas e contra ataque destinadas somente aos iniciantes, simulando as situações mais comuns que o aluno enfrentaria durante o jogo de capoeira.

Observação: Esse foi o 1º método de ensino criado para ensinas alguém a jogar capoeira e o calouro treinava essas sequências em  duplas sem o acompanhamento dos instrumentos. Quando estas estivessem bem decoradas o Mestre dizia: "Amanha você vai entrar no aço, no aço do Berimbau".

             Era comum naquele tempo dizerem que o capoeirista quando agarrado, não tinha como reagir.  Então mestre Bimba, com sua criatividade ensinava seus alunos quais eram as melhores saídas. Todos esses ensinamentos faziam com que o método de mestre Bimba fosse incomparável e esse treinamento durava cerca de 3 meses só então é que o aluno seria batizado.
 
O Batizado

              O batizado era quando o aluno jogava pela 1ª vez na roda com o acompanhamento dos instrumentos que era formado por 1 berimbau e 2 pandeiros. O mestre escolhia o formado que jogaria com o calouro e então tocava o toque que caracteriza a capoeira regional, para isso o calouro era colocado no centro da roda para que o formado ou o próprio mestre desse um apelido a ele. Escolhido o "nome de guerra" todos aplaudiam e então o mestre  mandava o calouro pedir a  "Benção" do padrinho, e ao estender a mão para o formado que o batizou, receberia uma "Benção"(Golpe frontal dado com a inferior do pé empurrando o adversário na altura do peito) que o jogava no chão.  Era necessários pelo menos, 6 meses de treino para se formar na Capoeira Regional. O exame era realizado em 4 domingos seguidos, no Nordeste de Amaralina, academia do mestre, os alunos a serem examinados eram escolhidos por ele. Durante 4 dias os alunos eram submetidos a algumas situações onde teriam que mostrar os valores adquiridos  durante a fase de aprendizado, como por exemplo: força, reflexo, flexibilidade e etc.  No último domingo é que o mestre dizia quem havia sido aprovado e então ensinava novos  golpes e também marcava o dia da formatura.

A Formatura

             A cerimônia iniciava com uma roda de formados antigos para que as madrinhas e os convidados pudessem ver o que era a Capoeira Regional. Mestre Bimba ficava ao lado do som, que era formado por 1 Berimbau e 2 pandeiros, comandando a roda e cantando as músicas características da Regional. Terminada a roda, o mestre chamava o orador que geralmente era um formado mais antigo para falar um breve histórico da Capoeira Regional e do mestre. Após o histórico, o mestre entregava as medalhas aos paraninfos e os lenços azuis (Graduação dos Formados) as madrinhas. O paraninfos colocava a medalha ao lado esquerdo do peito do Formado e as madrinhas colocavam os lenços nos pescoços dos seus respectivos afilhados.
             A partir dai os formados demonstravam alguns movimentos a pedido do mestre para mostrar a sua competência, incluindo os movimentos de "cintura desprezada", "jogo de floreio" e o "escrete" que era o jogo combinado com o uso dos Balões. Para terminar, chegava a hora do "Tira-medalha" onde o recém formado jogava com um formado antigo que tentava tirar a sua medalha com qualquer golpe aplicado com o pé. Só então depois de passar por isso tudo é que o aluno poderia se considerar aluno formado de  mestre Bimba, tendo direito até de jogar na roda quando o mestre estivesse tocando Iuna que é o toque (onde quem joga hoje são só os mestres) criado por ele para esse fim. A partir dai só restava o curso de especialização que veremos a seguir.

O Curso de Especialização

            Tinha duração de 3 meses, sendo 2 na academia e 1 nas matas da Chapada do Rio Vermelho .Tratava-se de um treinamento de guerrilha, onde aconteciam as emboscadas, armadilhas e etc., que consistia em submeter o formado a situações das mais difíceis, desde defender-se de 3 ou mais Capoeiristas, até defender-se de armas. Terminado o curso, o mestre fazia a mesma festa para os novos especializados, e estes recebiam o lenço vermelho a cor que representava a nova graduação. O aluno que se formava ou se especializava, tinha a o dever de pendurar um quadro com a foto mestre, do padrinho, do orador, e a própria foto.

Conclusão

             Mestre Bimba realmente foi o grande "propulsor" da Capoeira no Brasil mas , muitos dos Métodos citados acima não são mais usados na verdade grande parte deles não existe mais a muito tempo mas, foram muitos úteis. Para nós Capoeiristas só resta dizer: Muito obrigado ao Mestre Bimba. 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Pedagogia Aplicada aos Esportes de Combate

O que é Esporte de Combate?

Esportes de combates são definidos como atividades marcadas por uma oposição entre sujeitos, usando de situações de ataque e defesa para alcançar o objetivo, que pode ser nocautear, tocar, desequilibrar e imobilizar (CORREIA;FRANCHINI,2010).
Iniciação aos Esportes de Combate
A prática da iniciação aos esportes de combate (EC) , não visa somente o desempenho, mas sem aprimorar o acervo motor da criança( PRADO 2009).
Modelo Pendular de Bayer
Processos de ensino nos Esportes de Combate
O processo de ensino das diferentes modalidades de lutas está baseado em uma intensa tradição oral, disseminada de geração a geração, com pouca fundamentação teórica para sua otimização (FRANCHINI, 1998).
Perguntas sobre iniciação aos Esportes de Combate
01) Qual é a melhor idade para se trabalhar os EC?
R: A partir dos 3 anos de idade, com atividades bastante lúdicas, como histórias da modalidade, brincadeiras utilizando movimentos naturais dos alunos, para que ele possa se desenvolver bem na modalidade.
 

02) Qual é a melhor forma de se começar um projeto para iniciação aos EC, tanto em uma escola , como em um ginásio?
R: Você deve analisar o seu público alvo, para poder inicializar um projeto. Também deve como base um conhecimento sobre a modalidade a ser aplicada tanto em um ginásio como em uma escola.

03) Que tipo de periodização deve ser usada para a iniciação dos EC?
R: No início do trabalho você deve utilizar bastante brincadeiras lúdicas voltada para a  modalidade a ser desenvolvida, para que os alunos iniciantes se não fiquem desmotivamos. Lembrando sempre, que você deve analisar cada aluno, pois um aluno é diferente do outro, assim um pode necessitar de uma atenção maior do que o outro.

04) Quais características o professor de Educação Física deve conter para dar aula de iniciação aos EC?
R: Primeiramente o professor deve conhecer a modalidade, praticando ela, ou buscando pessoas que são do meio da prática esportiva, também deve buscar conhecimentos em artigos ou livros que falem sobre a modalidade. Segundo, ele deve analisar bastante seus alunos para oferecer uma boa aula.

05) Que tipos de atividades devem ser realizadas para motivar os alunos na iniciação dos EC?
R: Atividades lúdicas, como brincadeiras voltadas para a modalidade, exercícios para sair da rotina, mas sem tirar o foco da modalidade. Até mesmo para os alunos mais avançados, o professor deve trabalhar a parte lúdica, para que o treino não fique rotineiro.

 Entrevistado:
Robson Pinheiro, formado pela PUCPR em Educação Física – Bacharelado no ano de 2007. No GCB( Grupo Capoeira Brasil) foi formado Professor corda roxa em 2006, e em 2009 formando corda marrom. Trabalha na SEMEL de São José dos Pinhais, desde 2006, e atua na área de coordenação do Núcleo de Esporte e Lazer da cidade jardim, e em uma escola particular da cidade. Em Curitiba atua nos colégios CATAVENTO( Ensino Infantil) e PODIUM( Ensino Fundamental e Médio).

História e Filosofia do Karatê

HISTÓRIA

        A arte marcial conhecida de Okinawa é o Karatê, que foi criada no final do século XIX tendo, entretanto, suas origens relatas por volta do século XV, como uma arte de defesa pessoal e foi chamado de Te, florescendo durante todo o império do Rei Sho Hashi. Nesse período o império Ryukyu aumentou o intercâmbio cultural e comercial com os países da Ásia e do sudeste asiático e é provável que o Te  se desenvolveu a partir desse intercâmbio, especialmente com a possibilidade de um contato mais próximo com as defesas pessoais da China, como o To-Te. Como resultado da invasão de Satsuma em na ano de 1609, o Karatê começa a se desenvolver ainda mais, pois Satsuma retirou todos os armamentos, proibindo o uso delas e sancionando toda a atividade relacionada as mesmas. Essa proibição se manteve durante 300 anos, mas o treinamento do Karatê foi sendo realizado secretamente por famílias aristocráticas de Okinawa, sendo transmitido de pai para filho. No final do século 17, começo do 18, surge, da junção do Te de Okinawa com o To-Te da China, o Karatê de Okinawa. Apenas no século 19, com o desenvolvimento do Karatê, ele começa a tomar a forma como o conhecemos atualmente. Quando Okinawa se libertou de Satsuma e passou a fazer parte do Governo Japonês, o Karatê passou a ser praticado abertamente a toda a população, sendo incorporado no programa de educação física das escolas públicas de Okinawa em 1904.
  Em 1922 Funakoshi Gichin apresenta no Japão pela primeira vez esta arte e assim começa a ser mais conhecido. No ano de 1931 é oficialmente reorganizado por uma associação encarregada de sistematizar as artes marciais, o Nihon Butuku Kai. Com o advento da II Guerra Mundial o governo militar americano proibiu a prática do Judo e do Kendo por considerá-los elementos bélicos e como resultado disso muitas pessoas se voltaram à pratica do Karatê, ganhando assim grande popularidade.
            Haviam naquela época três cidades muito importantes em Okinawa: Shuri, Naha e Tomari, e devido ao desenvolvimento do To-Te em cada uma delas ser um pouco diferente, cada "estilo" adotou o nome da cidade onde estava sendo desenvolvido. Assim surgiram o Shuri-te, o Naha-te e o Tomari-te. O Shuri-te era um estilo bastante explosivo e rápido. O Naha-te era um estilo forte e que fazia ênfase na respiração. O Tomari-te era um estilo intermediário mas só era praticado por poucas pessoas, a maioria militares dessa cidade. Estes três estilos foram evoluindo, diferenciando-se até que no começo deste século, os alunos da primeira linhagem de cada um deles geraram os principais estilos do Karate-do moderno. Nos diferentes Katas ("formas", seqüências de movimentos simbolizando situações de defesa e contra-ataque) pode-se apreciar as semelhanças e as diferenças destas grandes ramas do Karatê-do.

HISTÓRIA DO KARATE SHOTOKAN

 

                 Gichin Funakoshi nasceu em Shuri, Okinawa, em 1868, o mesmo ano da Restauração Meiji. Funakoshi era filho único, e logo após o seu nascimento fora levado para a casa dos seus avós maternos, com quem foi educado e aprendeu poesias clássicas chinesas. Aos 11 anos de idade iniciou seus estudos, com o mestre Asato, no duro sistema Naha-Te (força e contração), e com o mestre Itosu no sistema Shuri-Te (velocidade e elasticidade). Foi perto do fim do ano de 1921, mestre Funakoshi, numa exposição de educação física promovida pelo governo Japonês em Tokyo, foi escolhido como representante da ilha, para fazer oficialmente a primeira demonstração pública do Okinawa-te à capital japonesa. Mestre Funakoshi reestruturou e codificou as técnicas de luta passando a chamá-las de Karate Do. Funakoshi sempre enfatizava o desenvolvimento do caráter e autodisciplina nas suas narrações. Mestre Gichin Funakoshi, o "Pai do Karate Moderno", morreu em 26 de Abril de 1957. Em seu túmulo negro, em forma de cruz, estão as palavras "Karate Ni Sente Nashi" (No Karate não existe atitude ofensiva). Pouco tempo antes de morrer ele pode dizer: "ACHO QUE COMEÇO A ENTENDER O QUE É UM VERDADEIRO TSUKI (Soco)." 

FILOSOFIA

                  O Karate é uma arte marcial originada a partir das técnicas de defesa sem armas de Okinawa, e tem como base a filosofia do Budo japonês. Através de muito trabalho e dedicação, ele busca a formação do caráter de seu praticante e o aprimoramento da sua personalidade. Cada pessoa pode ter objetivos diferentes ao optar pela prática do Karate, que devem ser respeitados. Cada um deverá ter a oportunidade de atingir suas metas, sejam elas tornar-se forte e saudável, obter autoconfiança e equilíbrio interior ou mesmo dominar técnicas de defesa pessoal. Contudo, não deve o praticante fugir do real objetivo da arte. Aquele que só pensa em si mesmo, e quiser dominar técnicas de Karate somente para utilizá-las numa luta, não está qualificado para aprendê-lo, afinal, o Karate não é somente a aquisição de certas habilidades defensivas, mas também o domínio da arte de ser um membro da sociedade bom e honesto. Integridade, humildade e autocontrole resultarão do correto aproveitamento dos impulsos agressivos e dos instintos primários existentes em todos os indivíduos.
 
O objetivo do Karate é a perfeição da mente e do corpo!
 
O Karate contribui para a formação integral do homem. Isso o diferencia daqueles que fazem do Karate uma prática puramente esportiva. "Tradição é um conjunto de valores sociais que passam de geração à geração, de pai para filho, de mestre para discípulo, e que está relacionado diretamente com crescimento, maturidade, com o indivíduo universal." (Johannes)
 
Hoje em dia, novos conceitos surgiram, e o Karate passou a ser analisado também sobre os seguintes aspectos:
 
Filosofia (Budo):
A filosofia do Budo se traduz pela busca constante do aperfeiçoamento, autocontrole e na contribuição pessoal para a harmonização do meio onde se está inserido. A famosa expressão do Mestre Funakoshi - "Karate Ni Sente Nashi" - explica claramente o objetivo do Karate, ou seja, conter, controlar o espírito de agressão. O Karate se caracteriza por procedimentos de respeito e de etiqueta. Esse propósito de "anti-violência" pode ser muito bem expresso através do seguinte ensinamento:  
  • Se o adversário é inferior a ti, então por que brigar? 
  • Se o adversário é superior a ti, então por que brigar? 
  • Se o adversário é igual a ti, compreenderá, o 
  • que tu compreendes... 
  • então não haverá luta. 
  • Honra não é orgulho, é consciência real do que se possui.
A filosofia do Budo sempre deu muita importância à percepção e à sensibilidade, uma vez que as técnicas que nela se baseiam, visam essencialmente: à conquista da estabilidade e da autoconfiança, através de treino rigoroso e vida disciplinada; ao desenvolvimento da intuição, no sentido de perceber o ataque do adversário antes mesmo do início do seu movimento e da capacidade de analisar o adversário, para prevenir-se contra surpresas; à formação de hábitos de saúde, como o uso da meditação Zen e a respiração com o diafragma. 

Defesa pessoal:O Karate é um método eficiente de defesa pessoal, na qual braços e pernas são treinados sistematicamente, de modo que possibilite ao lutador de Karate se defender de qualquer tipo inimigo. Porém, não deve o praticante se precipitar. É muito comum que o principiante de Karate, notando seu rápido progresso, seja levado por uma onda de impetuosidade, sentindo a necessidade de por em prática os seus conhecimentos adquiridos. Esta idéia distorcida deve ser sanada a tempo para que não venha a afastá-lo do real objetivo da arte. A prática do Karate é um caminho longo e requer anos de muita dedicação. A experiência mostrará que antecipar e evitar é uma atitude mais sábia do que o confronto físico em si. Por isso, o treinamento do Karate como defesa pessoal se divide em três etapas:

Percepção (captar a intenção do adversário); Reação (decidir a atitude a ser tomada); Ação (execução)

Este tipo de treinamento permite ao praticante, numa situação de perigo, fazer uma real avaliação da causa, discernir o melhor modo de agir, e tomar uma atitude consciente. O verdadeiro valor do Karate não está em sobrepujar os outros pela força física. Nesta arte marcial não existe agressão na sua extensão, e sim nobreza de espírito, domínio da agressividade, modéstia e perseverança. Mas, quando for necessário, fazer a coragem de enfrentar milhões de adversários vibrar no seu interior.

 

ELEMENTOS DE TÉCNICAS


O karate é praticado em um local chamado dojo e seus praticantes usam o gui, um quimono de algodão amarrado por uma faixa colorida (simboliza o nível de conhecimento do praticante) e uma calça de algodão.
Atualmente, as técnicas do karate são divididas em três elementos:

Kihon (técnica fundamental) – base, defesas, socos e pontapés;

Katas (exercícios ou movimentos formais com “um ou dois inimigos imaginários”) – apresentam cinco características: a) seqüência: movimentos e direção dos golpes; b)respiração: momentos de força(inspiração) e fraqueza (expiração); c) combinações e tempo: sequencia de movimentos combinados que dão “vida” ao kata; d) forma e significado: posição dos golpes(mãos e pés) e significado da intenção de cada movimento e; e) olhos: significa concentração, indica a direção de execução dos movimentos e golpes;

Kumite (combate) – onde se utiliza as técnicas do kihon e dos katas.
Os estilos ou escolas de karate apresentam diferentes combinaçõpes e aplicações das técnicas, utilizando força, velocidade e resistência, percebidos na movimentação das mãos e dos pés. As condutas para praticar o karate são baseadas no respeito mútuo. Alguns movimentos do karate assemelham-se a movimentos dos animais e sua relação com a natureza.
Apresenta-se, no quadro a seguir, algumas particularidades das cinco escolas ou estilos que constituem o karate moderno: Goju-Ryu, Shotokan, Shito-ryu, Wado-ryu e Shorin-Ryu. As diferenças entre os estilos estão relacionadas aos locais de origem.

Fonte: http://pcedfisica.blogspot.com.br/

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Special Judo Fitness Test (SJFT)



Sterkowicz (1997, citado por FRANCHINI, 2001 e FRANCHINI e colaboradores, 2001) propôs um teste específico para o judô de caráter intermitente, com a utilização da técnica ippon-seoinaguê.O teste segue o seguinte protocolo: dois judocas (ukes) de estatura e massa corporal semelhante (mesma categoria) à do executante são posicionados a seis metros de distância um do outro, enquanto o executante do teste (tori) fica a três metros de distância dos judocas que serão arremessados. O teste é dividido em três períodos: 15s (A), 30s (B) e 30s (C), com intervalos de 10s entre os mesmos (FRANCHINI, 2001 e FRANCHINI e colaboradores, 2001). Durante cada um dos períodos, o executante arremessa os parceiros, utilizando a técnica ippon-seoi-naguê o maior número de vezes possível. Imediatamente após e 1 minuto após o final do teste é verificada a frequência cardíaca do atleta. Os arremessos são somados e o índice abaixo é calculado (FRANCHINI, 2001 e FRANCHINI e colaboradores, 2001): Quanto melhor o desempenho no teste, menor o valor do índice (FRANCHINI, 2001 e FRANCHINI e colaboradores, 2001). O Special Judô Fitness Test possui boa correlação com o Consumo de Oxigênio Máximo (VO2máx - ml/kg/min) e com o Teste de Wingate (Trabalho total relativo, potência máxima, índice de fadiga) (FRANCHINI, 2001; STERKOWICZ, ZUCHOWICZ & KUBICA, 1998).